quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tango;



Jovem, alegre, cantante, saltitante;

Vive a vida a dançar;

Fascinante com levesa infinita;

Passa as horas à pensar;

Rumores de dedicação;

A noite brilha uma luz;

O relógio não marca;

O sino não toca;

Tudo congelado, tudo paralisado;

No silência da alma bate um coração que não se cala;

Com equilíbrio e nobreza;

Olhos fixos um ao outro;

A noite brilha uma luz;

Que não se via a qualquer dia;

Mas somente quando tudo se calava, tudo se congelava e tudo paralizava;

A noite brilha uma luz…

breu...


Que já não sentia-se o cheiro de suas pétalas;

que adormeceu em meio ao breu;

que já não existia mais o brilho daquela vida;

que já se perdeu;

que nos deu o gosto de vê-la feliz;

mas que não resistia ao frio;

e se foi, como quem não gostava de nada;

como quem já sabia o que queria;

…que já não sentia-se o cheiro de suas pétalas…

Curioso...

Provérbios;



Quem não conhece os provérbio portugueses??? Quem nunca respondeu a uma pergunta com um provérbio? Pois é…
Eu recebi uns ditados portugueses que são bastante conhecidos para todos nós, mas de certa maneira estão um pouco alterados.
Mas tenho de dar a mão à palmatória que alguns estão agora mais correctos de que antigamente.

Quem ri por último, é retardado ou mongolóide!
Os últimos são sempre…. Desclassificados!
Quem o feio ama, é porque vê mal como tudo!
Deitar cedo e cedo erguer, dá… um sono do caraças!
Quem não arrisca… não se lixa.
Filho de peixe… é tão feio como o pai!
O pior cego é aquele que… se recusa a ter cão.
Quem dá aos pobres… é estúpido porque fica com menos.
Há males que vêm… para piorar.
Gato escaldado… morre, naturalmente!
Antes só do que… com 2 violadores numa cela.
Mais vale tarde do que… muito mais tarde.
Cada macaco… com a sua macaca.
Quem tem boca… pode ir ao dentista!
Águas passadas… já passaram.
Depois da tempestade… vem a porra da gripe!
Mais vale um pássaro na mão… que uma cagadela na cabeça.

Alguns são até engraçados…

risos"

- O que faz você feliz?

A lua, a praia, o mar, uma rua, passear.

Um doce, uma dança, um beijo… ou goiabada com queijo?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde, comer morango com a mão, matar a saudade…

Dormir na rede, matar a sede, ler ou viver um romance?

Um cafuné, uma conversa boa, rir a toa, um pássaro, um parque, um chafariz.

Ou será o choro que te faz feliz?

A pausa para pensar; sentir o vento, esquecer o tempo.

O céu, o sol, um som.

A pessoa, ou o lugar?

Agora me diz, o que faz você feliz? -

Peso;

“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”

.Clarice Lispector.

Carlos Lyra e Dolores Duran

Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando

Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer

Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça

Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece

Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz

Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à beça pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar… ”

Carlos Lyra e Dolores Duran

" A Ciência e a Sapiência"

Era uma vez uma aldeia às margens de um rio, rio imenso cujo lado de lá não se via, as águas passavam sem parar, ora mansas ora furiosas, rio que fascinava e dava medo, muitos haviam morrido em suas águas misteriosas, e por medo e fascínio os aldeões haviam construído altares a suas margens, neles o fogo estava sempre aceso, e ao redor deles se ouviam as canções e os poemas que artistas haviam composto sob o encantamento do rio sem fim.

O rio era morada de muitos seres misteriosos. Alguns repentinamente saltavam de suas águas, para logo depois mergulhar e desaparecer. Outros, deles só se viam os donos que se mostravam na superfície das águas. E havia as sombras que podiam ser vistas deslizando das profundezas, sem nunca subir à superfície. Contava-se, nas conversas à roda do fogo, que havia monstros, dragões, sereias e iaras naquelas águas, sendo que alguns suspeitavam que o rio fosse morada de deuses.

E todos se perguntavam sobre os outros seres, nunca vistos, de número indefinido, de formas impensadas, de movimentos desconhecidos, que morariam nas profundesas escuras do rio.

Mas tudo eram suposições. Os moradores da aldeia viam de longe e suspeitavam – mas nunca haviam conseguido capturar uma única criatura das que habitavam o rio:

Assim foi, por gerações sem conta. Até que um dos aldeões pensou um objeto jamais pensado. (O pensamento é uma coisa existindona imaginação antes de ela se tornar real. A mente é útero. A imaginação á fecunda. Forma-se um feto: pensamento. Aí ele nasce…) Ele imaginou um objeto para pegar as criaturas do rio. Pensou e fez. Objeto estranho: uma porção de buracos amarrados por barbantes. Os buracos eram para deixar passar o que não se desejava pegar: a água. Os barbantes eram necessários para se pegar o que se deseja pegar: os peixes. Ele teceu uma rede.

Todos se riram quando ele caminhou nadireção do rio com a rede que tecera. Riram-se dos buracos dela. Ele nem ligou. Armou a rede como pôde e foi dormir. No dia seguinte ao puxar a rede, viu que nela se encontrava, presa, enroscada, uma criatura do rio: um peixe dourado.

Foi aquele alvoroço. Uns ficaram com raiva. Tinham estado tentando pegar as criaturas do rio com fórmulas sagradas, sem sucesso. Disseram que a rede era objeto de feitiçaria. Quando o homem lhes mostrou o peixe dourado que sua rede apanhara, eles fecharam os olhos e o ameaçaram com a fogueira.

Outros ficaram alegres e trataram de aprender a arte de fazer rede. Os tipos mais variados de redes foram inventados. Redondas, compridas, de malhas grande, de malhas pequenas, umas para ser arrastadas. Cada rede pegava um tipo diferente de peixe.

Os pescadores-fabricantes de redes ficaram muito importantes. Porque os peixes que eles pescavam tinham poderes maravilhosos para diminuir o sofrimento e aumentar o prazer. Havia peixes que se prestavam para ser comidos, para curar doenças, para tirar a dor, para fazer voar, para fertilizar os campos e até mesmo para matar. Sua arte de pescar lhes deu grande poder e prestígio, e eles passaram a ser muito respeitados e invejados.

Os pescadores-fabricantes de redes se organizaram numa confraria. Para pertencer á confraria, era necessário que o postulante soubesse tecer redes e que apresentasse, como prova de sua competência, um peixe pescado com as redes que ele mesmo tecera.

Mas uma coisa estranha aconteceu. De tanto tecer redes, pescar peixes e falar sobre redes e peixes, os membros da confraria acabaram por esquecer a linguagem que os habitantes da aldeia haviam falado sempre e ainda falavam. Puseram, em seu lugar, uma linguagem apropriada a suas redes e a seus peixes, que tinha de ser falada por todos os seus membros, sob pena de expulsão. A nova linguagem recebeu o nome de ictiolalês (do grego ichthys= “peixe” + lalia= “fala”). Mas, como bem disse Wittgenstein alguns séculos depois, “os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo”. Meu mundo é aquilo sobre o que posso falar. A linguagem estabelece uma ontologia. Os membros da confraria, por força de seus hábitos de linguagem, passaram a pensar que só era real aquilo sobre o que eles sabiam falar, isto é, aquilo que era pescado com redes e falado em ictiolalês, eles recusavam e diziam: “Não é real”.

Quando as pessoas lhes falavam de nuvens, eles diziam: “Com que rede esse peixe foi pescado?” A pessoa respondia: “Não foi pescado, não é peixe”. Eles punham logo fim a conversa: “Não é real”. O mesmo acontecia se as pessoas lhes falavam de cores, cheiros, sentimentos, música, poesia, amor, felicidade. Essas coisas, não há redes de barbante que as peguem. A fala era rejeitada com o jugamento final: “Se não foi pescado no rio com rede aprovada, não é real”.

As redes usadas pelos membros da confraria eram Boas? Muito boas.

Os peixes pescados pelos membros da confraria eram bons? Muito bons.

As redes usadas pelos membros da confraria se prestavam para pescar tudo o que existia no mundo? Não. Há muita coisa no mundo, muita coisa mesmo, que as redes dos membros da confraria não conseguem pegar. São criaturas mais leves, que exigem redes de outro tipo, mais sutis, mais delicadas. E, no entanto, são absolutamente reais. Só que não nadam no rio.

(Rubem Alves)

Ps:”Esse texto de Rubem Alves, é uma leitura interessante, eu li, gostei, e ai então resolvi escrever aqui. Ele Têm sentidos diferentes, e você pode imaginar várias coisas lendo-o, como por exemplo o que realmente seriam as redes, os aldeões,os dragões, sereias, o peixe dourado e os outros vários tipos de peixe. Seria interessante você fazer essa leitura e depois refletir”.

Desejo;

Desejo a vc
Cheiro de jardim
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Chope com amigos
Viver sem inimigos
T uma pessoa especial
E que ela goste de vc
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
T uma surpresa agradável
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
T fé em Deus
N ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
T um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

* Carlos Drummond de Andrade*

.



Com asas fortes voa voa…

viaja…

retorna…

sempre está por perto…

canta; rir; e chora;

encanta e reencanta os corações…

passa e vai…

volta e sai;

se esconde para não ver a escuridão;

reaparece com gratidão;

fé e compaixão;

solidão se vai…porque aqui não se pousa jamai
s;
Existem pedras;
Não desista de andar…
Existem barreiras;
Não desista de passar…
Existem os nós;
É preciso desatar…
Existe o desânimo;
É a pior coisa que há…
A estrada é longa;
Não desista de chegar…
Existe o cansaço;
É preciso caminhar…
Existe a derrota;
Você nasceu para ganhar…
Existe o amor;
É fundamental amar…
O único momento que temos para
construir um mundo melhor,
mais justo, mais humano e mais feliz,
é o momento presente!

* pensamento *

“Aquele que conhece o passado controla o futuro”

(George Orwell)

Capital Inicial – Aqui/ Dinho Ouro Preto/alvin L



às vezes eu acho que eu fiquei louco
me dando conselhos até ficar rouco
às vezes acho que perdi a memória
contando de novo a mesma história
aqui onde as horas não passam
aqui onde o sol não me vê
aqui onde eu não moro
não existo sem você
me olho no espelho e me vejo do avesso
o mesmo rosto que eu não reconheço
o rádio ligado, chuva e calor
as gotas me ferem mas não sinto dor
aqui onde as horas não passam
aqui onde o sol não me vê
aqui onde eu não moro
não existo sem você

*Julio Cortázar*

…a quinta folha do trevo, a tangente que destrói o mistério. Entre o sim e o não, que infinita rosa dos ventos.

*Max Weber*

“O homen não teria atingido o possível, se não houvesse sempre tentado alcançar o impossível”.

*Marc Nerfin*

“Nem príncipe, nem Mercador: Cidadão”.

***

Seria somente aquela vontade de ler o que ela mesmo teria escrito…

talvez fosse saudade;

ou estivesse lendo para ver no que errou;

ou até mesmo relembrando momentos bons e ruins que ocorreram com ela;

e os ruins ela estaria cuidando para que não voltasse mais…e os bons ela estaria se sentindo bem em reler aquilo e lembrar de tudo;

Ela sabe que as oportunidades que foram aproveitadas não retornam da mesma maneira…e que as que já se passaram não retornam…

talvez tenha outras oportunidades mais não idênticas as que foram perdidas…

Seria um momento de reflexão.

retrospectiva da vida, da mesma…

ou relápsos de uma saudade verdadeira.

'

…livremente de alma e espírito…

repetida!

Ele me faz tão bem…

Ele me faz tão bem…

Ele me faz tão bem…

Infância!



Infância
Vista algo leve, pegue o primeiro balão mágico que passar perto de você, siga o rumo dos arco-íris e das nuvens mais engraçadas que encontrar. O caminho é longo, leve algumas jujubas para o caso de sentir fome. Tente não se preocupar com o lugar que está indo, ou que dia irá chegar. Quando realmente não estiver preocupado com absolutamente nada, parabéns, você chegou! Vá logo visitar as escorregadeiras, balanços, gangorras e outros pontos turísticos. Não se assuste com algumas gotículas mornas caindo do céu, não é chuva. São algumas bolas de sabão que vivem estourando o tempo inteiro por lá.

Fernando Palma*

CARPE DIEM…

CARPE DIEM…
“APROVEITE O DIA E CURTA CADA MOMENTO”.

HAKUNA MATATA –

HAKUNA MATATA – “SEM PROBLEMAS”

“Os seus problemas você deve esquecer, Isso é Viver, Isso é Aprender…

=



Cores; sol; nuvem; céu; alegria…sorrisos…e mais sorrisos; céu colorido; o dia é colorido; de braços abertos para a vida; vida em abundância; vida em exuberância total; pessoas…pessoas…pessoas; indo e vindo; sempre sorrindo; olhares em volta; mãos postas; cabeças baixas; lendo um livro; cantando também; assim tudo vira música.

LA*

---



“Que tudo que venho escrever não seja em vão. Não se esvazie em meio ao não.

Não viaje pra perto, que voe para longe.

Que flua sobre os céus e a terra…que não fique somente no papel, que saia dele e pecorra mentes e corações.

Que tudo que venho escrever seja recado do coração, e não palavras que se apagam no ar.

Os meus rabiscos já fazem efeito borboleta.

Não se findam.

Não se concluem.

Que tudo que venho à escrever não julgue o meu próximo ou o deixe desmotivado.

Que tudo que venho à escrever seja para desabado do meu coração, pensamentos momentâneos, e levesa de minha alma”.

LA*
“Tudo que você precisa saber para chegar nos lugares onde você sempre desejou, está guardado em sua mente…e principalmente em seu coração.

Faça das pequenas coisas motivos suficientes para te dar mais força e coragem;

Faça dos obstáculos vencidos, uma escada para sua vitória…

Assim com certeza tudo que está guardado em seu coração, você entenderá e seguirá para o topo de sua conquista”.

" e só isso "



…e desde aquele dia, Sr.Indey, nunca mais foi o mesmo; sua alegria, sumiu, seu riso desfaleceu, sua espontâniedade se desolou. Hoje é simplesmente solidão…

não tem mais ninguém, não escuta mais ninguém, não sorria mais pra ninguém; Sr. Indey, agora é triste e só isso.

(Larissa Amorim)

sombra...



“Por vezes sinto-me uma sombra do que fui…do que sou…ou do que alguma vez serei”…

Larissa Amorim*

“Revoltaaaaaaaaa atômica”

Chuva de prata;



Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover
Sobre o nosso amor…

Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor…

Basta um pouquinho
De mel prá adoçar
Deixa cair
O seu véu sobre nós
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor…

Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender…

Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver…

Cola seu rosto no meu
Vem dançar
Pinga seu nome no breu
Prá ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção…

Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender…

Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver…

Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor!…

(D.A)

Apenas Escuta;

Escuta esta musica, inteira, e depois..
Sente o cheiro de
cravo e canela,
olha pela janela,
ouve no silêncio da noite,
minha voz que a murmurar
diz que estou a te esperar..
Escuta,
apenas escuta..
sou eu,
que te chama,
que te quer,
que te ama..
Escuta
no silêncio da noite
o bater forte do coração,
que dentro do meu peito
diz teu nome a todo instante,
me fazendo querer cada vez mais
o mel, que teu Amor oferece..
Escuta.. Apenas escuta..
que na solidão desta saudade,
murmuro o amor
que trago
n’alma!
Escuta..



(D.A)

Nada a dizer...



“nada a declarar a essa hora de aflição;

nada a comentar essa dor em meio ao vão,

nada a omitir também,

pois tudo é claro e simples;

essa amarga tristeza que desfola esse coração inquieto,

esse pranto que encobre a alma,

esse vazio, ao mesmo tempo cheio de falsas esperanças,

é a face triste e insana.”



(Larissa Amorim)

Dias;



“Parecia até normal, com ar de cotidiano, semi igual;

até que tudo ficou nublado, fosco, sem brilho;

sem cores;

alegria sumiu,

não se escutava mais risos;

o tempo parou,

o relógio parou;

e ela continuou no mesmo lugarzinho,

sentada na beira da cama com as pernas tortas,

e com certeza pensando e até imaginando como seria se o mundo voltasse a ser novamente colorido,

cheio de coisas boas,

cheio de risos,

e pessoas maravilhosas…

bolinhas de sabão pelo ar, voando sem parar…

talvez assim tudo deixaria de ser nublado e aceitaria ser endireitado.”

(Larissa Amorim)

s2

“Bolinhas de sabão pelo ar…voando sem parar.”

L*

nhámm!!

…”longe de ti, tudo parou…”

tu;

…” e já não encontrava-se lá,

estava em outro lugar,

o qual ninguém sabia,

o qual ninguém via,

dentro de mim e de você se ouvia,

mas não se via,

mais se redimia,

mas não se compadecia,

ninguém entenderia,

porque só tu sentia,

sentimento lindo que se vivia.”

(Larissa Amorim)
Palavra que só existe em nossa língua…


Palavra que só existe em nossa língua…

Saudade…

Talvez cada letra dessa palavra tão singela descreva um tipo de saudade.

Porque com certeza existe…se para você não existe…para ela existe sim…porque seu mundo é um mundo cheio de utopias…

…s2…s2…Para ela todo ser humano é espetacularmente diferente um do outro

…como também ao seu ver cada saudade tem sua diferença…ou melhor seu grau de intensidade…

a saudade faz a gente chorar a noite;faz a gente pensar muito,muito,muito, muito, muitooooo na pessoa que amamos; saudade traz recordações muito legais

…saudade grande…saudade pequena…mas tudo é saudade…

sentir saudade é simpleismente uma forma de demonstrar amor, carinho, e até mesmo saudade(rsrsrs!!!) de quem a gente amaaaa…ama muitooo…

Saudade pra ela é ficar sem ele por perto…

saudade é ficar sem sentir seu xeiruuuu!!…

sentir seu beijuuuuu!!!…(rsrs!!)…

saudades affs!!! saudades é ficar sem te abraçar esse tempo todo…é ficar sem escutar de bem pertinho “Relaxe! Vai dar tudo certo,meu amor,vc vai ver”….

Saudades é não ter seu colo por perto pra mim consolar…

é não ter por perto suas mãos para enchugar minhas lágrimas…

Saudades é te amarrrrr e sentir saudades de voxe!!!!…

Saudades é isso Inho…Eu amo voxe meu Beijinhu* de côco branquelo…s2..

…Ela sabe muito bem o que é sentir saudades…

. Larissa Amorim .

" e + saudade "



Ela sempre sentiu saudades dele…porque na concepção da mesma, “senti saudades quem ama”…

Então senti saudades—–>logo ama.

Hoje a saudade bateu violentamente…parece que a cada dia que passa seu coração é cartigada pela saudade…ela senti muita falta dele.

Ela chora com saudades dele…

Ela o ama…

E parece que hoje…seu cartigo aumentou gradativamente…pois tudo que ela olhava o lembrava…tudo que ela escutava o lembrava…ás vezes ela não compreende porque a saudade existe.

E fica se perguntando:

Será que existe para aumentar o amor…ou para fazer as pessoas sofrerem?

uahauhauhaua!!!

isnif!

sem resposta…

talvez a saudade haja em “meio termo”…um pouco de cada coisa.

Mas de uma coisa ela tem certeza…

…”que a eternidade será pouco para eles ficarem juntos”…

. Larissa Amorim .


“Será que a saudade mata a gente beija-flor, ou será que a danada só judia”!…

' beijo de saudade '



E aquele beijo já deixa saudade

e o seu sabor de mel,

tua boca me deixou o vazio,

que já não tem mais o teu céu…


Saudades dos dias meus,

aqueles que também eram teus,

recheados de amor,

sonho hoje com o teu calor…


Desejos dos teus suspiros em mim,

dos teus olhos em mim,

da tua boca em mim,

de você em mim…


E aquele beijo já deixa saudade,

com murmúrios de felicidades,

acalentados em mim,

vivo te querendo assim…


Meu bem, meu mel,

hoje eu viajo em teu céu,

com nuvens e estrelas sem fim,

é esse o amor que nunca morre em mim…


Já te contei daqueles meu dias,

cheios de fantasias,

com você minha primazia,

eterna é a minha alegria…


E aquele beijo já deixa saudade,

tua mão em meu rosto,

corpo a corpo,

e nada mais…


E é com você que eu quero ficar,

para nos teus braços me derramar,

sentir o teu coração bater,

e o nosso amor para sempre viver.

...

“Amor é música…que não precisa ser cantada; basta ser sentida”.

Ser Humano,

A grandeza do ser humano não consiste
em sua superioridade ou fama,
mas em sua personalidade,
marcada por ações
de bondade e de amor.

O calor humano contagia sempre,
provoca transformações
no coração do próximo.

Sem dúvida,
o amor é o principal remédio
para diminuir a violência,
a fome, a miséria.

E esse recurso você sempre
pode ter à disposição.

O amor é paciente.
Desculpa tudo, crê em tudo,
espera tudo, suporta tudo.
O amor jamais acabará”

amo-te

E pense esse amor elevado a última potência, é o que eu sinto por você…

,*

Eu te amo…
E te amarei durante todo minha vida;
Te amo nos seus gestos,
Te amo no seu sorriso,
Te amo na sua voz,
Te amo no que você é!!!
Te amarei em tudo…

No ar que respiramos,
No alvorecer da tarde,
No crepúsculo,
Na morte…

Te amo na chuva que cai,
No sol que queima…

Eu quero te amar.
Te amar nas minhas horas de tristezas,
Pois sua lembrança só me traz alegrias;
Te amar quando a alegria chegar,
Pois o amor é alegria
E sou feliz enquanto te amo…

Mesmo que o amor se torne extinto,
Faço questão de te amar;
Mesmo que a luz do mundo acabe,
Quero te iluminar com o meu amor;
E somente a vontade de Deus
Seria capaz de tirar todo esse amor
Que alimenta minha própria existência…

Você mora dentro de mim.
Te amo…

Fds triste;


Hoje é domingo e escrevo essas linhas me sentindo um pouco triste. Mas não triste…triste…porque triste, triste…infelizmente eu estaria triste de verdade; assim tipo…eu estou triste mas com um grau reduzido do sentimento de tristeza. Só loucura! Dia comum…sem nenhum movimento; nublado e frio, meus tios viajando, e eu fiquei em casa com meu primo. Hoje também o meu namorado que amo muito, retorna á Salvador onde ele estuda. Eu estou em Conquista poucos quilômetros de Itapetinga, onde nesse momento ele se encontra. Agora, hoje,nesse momento, não estamos juntos; mas a distância que nos separa agora é menor do que a que nos separará amanhã…fico triste e ao mesmo tempo alegre com isso. Triste porque, mais uma vez separados pela distância, mas nossos corações e mente estaram sempre unidos…Alegre?? alegre sim…porque não??…sei que ele estará cursando o que gosta para se tornar um grande profissional. O frio, ás vezes, parece baixar nossa alto estima e humor…a saudade também é covarde o suficiente para nos apertar. …que dia chato…

…asas e me deixar em paz…

Ás vezes…muitas e muitas vezes…nos deparamos com situaçãoes em nossa vida que nos deixam sem palavras para expliá-las.

Talvez tudo que acontece conosco não tenha mesmo explicações…ou talvez o nosso destino já esteja trassado…e não podemos mudá-lo, nem pará-lo.

Talvez Deus exista de uma forma espetacularmente mágica… Ou o que exista mesmo são forças boas; forças positivas…Quem sabe? Talvez daquela maneira que aconteceu…fosse a certa; ou a melhor para não te prejudicar nem te abater…

Talvez eu não esqueça disso nunca…o que realmente é certo acontecer com pessoas que tem sentimentos…

Talvez tenha acontecido para nós nos tornamos pessoas melhores…

Talvez não tenha perdão o que eu fiz sem saber o que estava realmente fazendo…

Talvez tenha…mas nada é politicamente certo e cheio de razões nesse mundo…

Talvez esse sentimento de culpa que me entristece a alma, um dia possa bater asas e me deixar em paz..

Talvez me deixe em paz…mas nada é politicamente correto e cheio de razões nesse mundo…

Talvez a palavra “humano” não seja uma das melhores para classificar os seres que povoam a terra…

Acho que se completava assim “desumano”… Realmente não somos donos de nossos atos… e mais do que verdade é …”contra fatos não há argumentos”

… “Talvez um dia esse sentimento de culpa que me entristece a alma, um dia possa bater asas e me deixar em paz”…

Solidão...

No silêncio da tarde de solidão ela escutava vozes…

Ela escutava sons estranhos…

Ela não sabia de onde vinha…

Não sabia pra onde iriam…

Sentou-se ao chão…

E lá ficou…

Jogada em pedaços ela se findou…

Coração machucado; acanhado…

Sente dor…

Ela escutava vozes…Ela escutava sons…

Nem sabia de onde vinham nem pra onde iriam…

Lágrimas correntes molham seu vestido…

Caem-se de forma lenta e crua…

Solidão consomi sua tarde…

Ela escutava vozes…ela escutava sons…

Minha caminhada só está no começo…

…Só e triste sigo sozinha,´

Sonho sempre em te reencontrar

Sonho sempre com o teu amor…

Que me dá força para continuar…

Tudo se completa…

"Hoje não escrevo"



Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.

Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelo (infiel) do dicionário.

O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é posspivel contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego – à vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa berta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles.

Ah, você participa com palavras? Sua escrita – por hipótese – transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação.

Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de pratocá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel.

E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia… explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando…

Então hoje não tem crônica.

(Carlos Drummond Andrade)


A vida nem sempre é fácil…

sinto-me solitária por vezes, já não tenho aquelas inúmeras faces que sorriam para mim no passado;

já não tenho mais aquelas vozes que diziam-me sempre palavras de apoio,

já não existe mais aquelas gargalhadas sobrecarregas de alegrias naturais e contagiantes;

já está um pouco distante aquela pessoa que me faz tão bem e presente em mim e em minha vida;

hoje só existe “eu”, aqui, solitária, mais com esperanças de unir tudo isso novamente, pois nada é impossível…

real...

“é que existe por vezes, momentos em nossa vida, que deixamos tudo em branco por medo ou desmotivação de seguir ou agir…

hoje tenho os meus poemas em branco…por desmotivação…por tristeza de voltar a escrever, pois me falta aquela inspiração, que um dia deu asas a minha imaginação, e que um dia fez-me acreditar que eu pudesse voar”…

" o morrer "




E quem disse que somos imortáis?

E quem prometeu que não sofreríamos?

E quem gritou que seríamos privilégiados sempre?



E quem, por mais, que nos amassemos afirmou que um dia não nos deixaríamos?

E que teria a certeza de tudo?

Se não a incerteza de todos?

E aquele que um dia disse “nunca”…sempre precisou voltar atrás.

E tem aquele que acreditava que o dia dele, “nunca”, iria chegar; mas chegou…



Muitas vezes, eu diria, na maioria das vezes nos deixam uma saudade enorme, que inunda todo nosso ser, outras, nos fazem refletir e guardar todo aquele sentimento como uma forma de, talvez uma defesa ou talvez eu no momento não tenha a palavra ou até mesmo a frase certa para ser colocada nessa linha…

È que inúmeras vezes, sou tomada de sentimentos e são tantas as coisas que desejo escrever, que muitas fogem de minha mente.

Hoje acredito que a nossa única certeza de vida é a morte, e vela chega quando menos se espera…vem como um ladrão, que chega para roubar sua casa, assim é a morte, vem como um ladrão, para roubar a sua vida.

As pessoas nascem e quando menos se espera, morre;

talvez um dia alguém descubra o mistério de que é “o morrer”…

pois acredito que “o morrer” não faz sentido com a vida…

pois nascemos, crescemos de todas as formas, tanto física, mental, e/ou profissional, e derepente tudo se vai…

então tudo que construímos durante nossa vida, nossa caminhada, não tem valor, nem retorno…

já que é dessa forma, talvez para aquele ou para aquilo que nos faz chegar “o morrer”…tudo que fizemos durante nossa jornada de vida não tem valor…

A vida é muito mais do que imaginamos…

Muito mais do que nos importamos…

Simplificadamente vida é vida…

È o ar, o sol, a lua, é você, sou eu…

Vida é tudo…

“Então aproveitemos a vida enquanto temos flêgo da mesma, pois não sabemos e não temos idéia do dia de amanhã, assim deixemos todos que amamos com palavras de afeto, e procuremos sempre ajudar o próximo e cuidar para que sejamos bons de coração”.

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É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo risco de perder tudo, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem; que não conhecem a dor da derrota, mas não tem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra, não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se ante Ele por apenas terem passado pela vida.


Bob Marley.
“Acontece que, para ter o que desejamos, é melhor não falar do que queremos.”

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”…tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes. Nenhuma dessas coisas, porém, saiu de minha boca. Tudo que pude fazer foi virar-me para Liesel Meminger e lhe dizer a única verdade que realmente sei. Eu a disse à menina que roubava livros e a digo a você agora.

• Uma última nota de sua narradora •

Os seres humanos me assombram.


[A menina que roubava livros]

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Todos os dias quando acordo de manhã, não tenho mais o tempo do dia que passou. Mas tenho muito tempo para acabar com essa indecisão. Espero sinceridade e perigo. Todos os dias tento chegar em algum lugar, só pra depois dizer que não quero ficar lá. Não é coincidência essa minha indiferença. É que está me faltando motivo. Responsabilidade me deixa sem saber qual é a interferência, ou como deve ser. Todos os dias quando eu deito pra dormir, fico pensando em todas as coisas que eu não fiz. Só não penso no futuro. Sempre com uma leve preocupação se não lembrar qual foi o aviso. Todos os dias quando eu tento esquecer todas as coisas que eu não quero mais fazer, é só inconsequência. O tempo continua com a oscilação e eu não consigo ficar indeciso. Pontos de referência, perdi meu referencial. E quase como sempre não foi proposital.’

1977 – Legião Urbana

...

Estas alegrias violentas têm fins violentos falecendo no triunfo, como fogo e pólvora que num beijo se consomem.”

- Romeu e Julieta. (W. Shakespeare)

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minha vida é um misto de tudo aquilo que talvez você nem conheça; mas que eu percebo muito bem. cada cheiro; cada palavra; cada natal passado; cada momento que, por algum motivo, ficou na lembrança, é uma parte de mim. somos isso, partes de um filme; fragmentos de vida; porém de uma totalidade incontestável. somos um pedaço de cada vida cruzada no nosso caminho; ninguém passa imperceptível pelo mundo. somos sonhos; música; ares; pontos pequenos num mundo aparentemente infinito, mas que fazem toda diferença. somos, antes de tudo, enormes pontos de interrogação. nossas respostas estão dentro de nós mesmos, é só procurar. somos tudo, só não somos nada.

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.:: Conhecimento é a única virtude; ignorância o único vício ::.

Procedimento arbitral e papel do advogado.

Embora tenha passado por um longo período de desuso, a arbitragem não é um instrumento novo no direito brasileiro, já fora disciplinada desde as Ordenações Portuguesas, passando pelo art. 160, da Constituição Imperial (1824), pelos arts. 245 e 294, do Código Comercial (1850), pelos arts. 1.037 usque 1.048, do Código Civil (1916), pelos arts. 1.031 a 1.046, do Código de Processo Civil (1939). Com a instituição da Lei n. 9.307/96, a arbitragem recebeu nova disciplina no direito brasileiro e tem se transformado em opção sólida para a resolução de pendências envolvendo direitos patrimoniais disponíveis, tornando sem efeito os dispositivos do CPC de 1973 (arts. 1.072 a 1.102), que cuidavam do então denominado "juízo arbitral".
O processo civil vem sendo modernizado por legisladores, alteando-o aos melhores níveis legislativos internacionais. Porém, o maior problema é a lentidão do judiciário, que está longe de se tornar uma situação controlada, de modo que a expansão de câmaras arbitrais pelo Brasil é um dado que mostra com grande ênfase a tendência da sociedade em buscar novas alternativas para a resolução dos litígios de interesses, como também tem ocorrido com a mediação, no âmbito familiar, e as Comissões de Conciliação Prévia, na esfera trabalhista.
Art. 21, § 3º, da Lei de Arbitragem: "as partes poderão postular por meio de advogado, respeitada, sempre, a faculdade de designar quem as represente ou assista no procedimento arbitral".
Hora, ao tornar dispensável a presença do profissional da advocacia, o legislador quis dar á arbitragem uma imagem diferenciada do processo judicial, como se as manchas que corrompem o exercício jurisdicional fossem somente e exclusivamente obrigação do advogado e sua extração seria resultado para solucionar os problemas, assim dizemos. Dessa maneira, a prescrição deve ser analisada com mais precaução.
No âmbito dos particulares a arbitragem deve ser vista como exercício jurisdicional, pois referindo-se a este caso, foi delegado aos árbitros pelo legislador a aplicação do direito. Certamente, projetado pelo Estado os árbitros estão autorizados a solucionar litígios mediando a aplicação do direito aos casos concretos, sendo assim reconhecidos pelas partes interessadas. O profissional do direito além do seu vasto conhecimento jurídico, ele deve ser um profissional altamente antenado em sua área de atuação. Do advogado atuante em arbitragem espera-se que ele analise os fatos e circunstâncias, contrabalancei os reflexos sociais, econômicos e financeiros e, contraído á lei, ele deve também oferecer e compartilhar soluções viáveis para os litígios das partes, dessa maneira, tornando-se um negociador, um pacificador.
Dos advogados, exige-se uma imensa parcela de colaboração, pois antes e durante o processo os exercícios são sempre consensuais. São enormes as dificuldades encontradas, as partes conturbam o processo e dificultam o trabalho do árbitro. O advogado na condição de árbitro deve estar dotado da imparcialidade e da independência ligadas á emissão de um julgamento correto, justo. Para ser adaptado a realidade da arbitragem, é importante lembrar, que o advogado deve ser submetido por uma ampla reformulação de sua conduta profissional. É cada vez maior a tendência para que os litígios sejam dissolvidos neste foro especializado que é a arbitragem. O advogado terá presença permanente, haja vista sua excepcional colaboração com a administração da justiça. Destarte, as partes terão seus litígios resolvidos, pois alcançaram rápida solução na demanda arbitral. Hoje em dia, já se ouvi falar com mais freqüência sobre a prática da arbitragem para melhoria dos conflitos da sociedade. Um prática que está sendo bem aceita no meio social, e que está engatinhando na forma de dissipar a conturbação que é a lentidão do judiciário no Brasil.

Larissa Amorim

“As faces do Fenômeno”

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à alimentação, à educação, ao lazer; à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” Constituição Federal, Art. 222, § 4º ).

Não é um fenômeno dos nossos dias a violência sexual contra crianças e adolescentes, relatos bíblicos mencionam que o incesto e a exploração sexual, praticados pelos próprios pais e parentes, se faziam presentes desde épocas longínquas. O que nos apresenta como novo nos últimos tempos, é o fato deste fenômeno está sendo identificado tão formalmente dentro da sociedade.
A violência sexual contra crianças e adolescentes, no Brasil, teve sua personificação política na década de 90, quando foi incluído este fenômeno na agenda da sociedade civil como questão referente á luta nacional e internacional pelos direitos humanos de crianças e adolescentes, propagados na Constituição Federal, no estatuto da Criança e do Adolescente e Convenção dos Direitos da Criança.
A prática de violência sexual em crianças e adolescentes, pode manifestar-se de múltiplas maneiras, sendo as com maior índice de ocorrência o Abuso Sexual e a Exploração Sexual Comercial. Dentro dessas modalidades de violência, o abuso pode apresentar-se como:

Intra-familiar: se existe um laço familiar ou uma relação de responsabilidade entre o violentador e o violentado;
Extra-familiar: se o violentador não possui laços familiares ou de responsabilidade com o violentado. Embora, na violência extra-familiar, o violentador possa ser um desconhecido, na maioria das vezes, ele é alguém que a criança ou o adolescente conhece e em quem confia;
Institucional: diz-se da violência sexual que ocorre em instituições governamentais e não-governamentais que são responsáveis por prover, para crianças e adolescentes, cuidados substitutivos aos da família. Ou também em instituições encarregadas da aplicação das medidas privativas de liberdade.

A exploração sexual e o abuso de crianças e adolescentes, em suas diversificadas formas, são decorrentes de todo um conjunto determinado de elementos, como exemplo: culturais, político-administrativos, psicológicos, econômicos. O abuso sexual é um ato em que o adulto submete a criança e o adolescente, com ou sem consentimento da vítima, estimular-se ou satisfazer-se, impondo-se pela força física, pela ameaça ou pela sedução com palavras ou com a oferta de presentes. Essa forma de abuso pode ser intra-familiar, extra-familiar e institucional. O abuso pode se declarar de alguns modos, sendo esses: abuso sexual sem contato físico, abuso sexual com contato físico.
São inúmeras as causas do abuso sexual, dentre elas estão, famílias com forte desigualdade entre pai e mãe, uso de drogas e álcool, modelo feminino desvalorizado, desequilíbrio psíquico dos abusadores, relação de poder geracional (idade) baseada na subordinação. Os abusadores geralmente são pessoas próximas a vítima, em que a mesma confia e conhece; ás vezes o abuso é cometido por um adolescente mais velho, mas na maioria dos casos o abusador é membro da família, como padrasto, pai, avô, primo, tio, vizinho e/ou por mulheres com idade superior da vítima.

O Código Penal, o Estatuto da criança e do Adolescente(ECA), a Constituição Federal diz: “A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual de criança e do adolescente” Art. 27, parágrafo 4°, CF.

Para combater a violência sexual de crianças e adolescentes, a melhor maneira é a denuncia. As denuncias poderão ser encaminhadas para os órgãos competentes através de quatro formas: por telefone, por escrito, por meio de visita a um órgão competente ou de solicitação de atendimento na própria escola.
Outros órgãos onde você pode denunciar: Conselho Tutelar do seu município, Ministério Público, Delegacia dos Direitos da Criança e do Adolescente, Juizado da Infância, OAB, Secretaria de Saúde, Política Militar, Delegacia de Polícia.
Essas vulneráveis crianças e adolescentes, são vítimas constantes dessas práticas de abuso, passam a ser indivíduos desestruturados dentro do meio social em que convive. Essa violência é um problema mundial, por ser ilegal, clandestina e em grande parte domestica. A proteção, e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência e exploração sexual vêm sendo geradas mediante ações integradas com as áreas de educação, saúde, cultura e justiça, visando à reintegração social e o retorno da criança ou adolescente ao convívio da família e da comunidade.

Ligue 100- Disque denuncia, sob inteira responsabilidade da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.



Larissa Amorim

“ Centralização e Descentralização no conceito estático e dinâmico”.

De acordo com a doutrina de Hans Kelsen, o conceito jurídico de centralização e descentralização varia conforme a ótica com que a ordem jurídica é examinada. Deve-se distinguir o conceito estático do conceito dinâmico: o primeiro refere-se á esfera territorial de validade da ordem jurídica do Estado; o segundo, á distribuição, no seio do Estado, do poder de criação das normas jurídicas.

Expressando sobre o aspecto estático, uma ordem jurídica centralizada; um Estado centralizado, forma um caráter pela existência de uma única esfera de poder, que cita normas válidas para todo território nacional. No caso, é dizer que a ordem jurídica possui uma única esfera territorial de validade. A descentralização tem como traço fundamental a existência tanto de normas centrais como de normas locais.

O grau de diferenciação de centralização e descentralização são existentes. A centralização ela pode ser total, numa hipótese de que todas as normas jurídicas são válidas para todo território nacional. Já a descentralização ela pode ser total se num determinado Estado não houver normas jurídicas válidas em todo território nacional, mas somente normas locais. No caso de descentralização total pelo menos uma deverá ser válida em todo território estatal, pois sendo ao contrário não existirá unidade da ordem jurídica nacional. A centralização e descentralização total, na realidade não existem em direito positivo, são simplesmente pólos ideais. Assim, mesmo em ordens jurídicas centralizadas existirá sempre um grau reduzido de descentralização.

Analisando o lado jurídico dinâmico de centralização e descentralização levamos em conta o andamento de produção de normas jurídicas, compreendidas não somente como normas abstratas e gerais, mas também normas concretas e individuais. Dessa forma, há centralização dinâmica se as normas jurídicas forem produzidas por um único ente. Com característica a descentralização dinâmica, por seu turno, tem a distribuição da produção normativa entre mais de um ente estatal.

Sob o ponto de vista dinâmico a descentralização, consiste na transferência de competência para um ente capacitado de personalidade jurídica, e que na atividade da competência que lhe é encarregada, passa a agir em nome próprio. Estar-se-á então diante da descentralização política, por meio da qual é encarregada capacidade política aos entes locais.

. Larissa Amorim .

“Pessoa e Personalidade Jurídica em Direito Público”

A corporação administrativa que goza de certa autonomia, configura, por excelência, o tipo de pessoa que presta serviço público de uma maneira mais completa e perfeira. Modo específico da capacidade de Direito Público, a autarquia surge e fixa-se com um só e necessário objetivo; o da prestação de serviço público. Descentralizado. Não legisla, igual as pessoas políticas. Não julga. Ele administra. Por conta disso, misturam-se, confundindo as idéias de administração e autarquia. Sendo o legítimo serviço público descentralizado, sendo formado na gestão de serviço público; a autarquia é a pessoa que se faz intervir entre a entidade matriz criadora, a pessoa política, e o usuário, exercendo o ofício que lhe foi confiado executar.
Destarte, a prestação de serviço, quer pela administração direta, ou pela administração indireta, é realizada por intervenção de pessoas físicas, o pessoal, o agente público. Rege-se por um meio de pessoas. Sem envolvimento personativo, impossível o acontecimento de prestação de serviço público.
Através do homem, sujeito de direito, entidade que a ordem jurídica reconhece apta para adquirir direitos e contrair obrigações, nasce a personalidade, que procede livremente do ser humano. Com o tempo, a personalidade é conduzida a tudo aquilo que o homem solicitar que atue, validamente, no universo jurídico, “pessoas” ou “coisas”. Desse modo, não somente a pessoa física ou natural – o homem- é sujeito de direitos e obrigações.
Seres constituídos por complexo variado de homens ou bens, para a consecução de determinados fins são também identificadas pela ordem jurídica, que lhes concede personalidade, capacitando-se desse modo, ao ente assim matizado desenvolver atividade no próprio nome. Completadas certas exigências, indispensáveis para a subjetivação dos objetivos perseguidos pelo grupo, torna concreto à personificação, surge novo ente com capacidade jurídica, aprontando-se para atuar com eficiência no mundo para o qual surgiu.
No universo, pessoa é o ser humano; no universo jurídico, pessoa é o sujeito de direito, um seu dotado de personalidade isto é, de capacidade de ser sujeito de direito ativo ou passivo. Os seres humanos são capazes de direitos e obrigações na ordem civil, não diferenciando a lei entre nacionais e estrangeiros, quanto à aquisição e ao gozo dos direitos civis, declaram com clareza e precisão a lei brasileira, assinalando momento de grande importância nas conquistas jurídicas da civilização, diante da onipotência do Estado, depois de longo e penoso período de evolução histórica. A verdade é que apersonalidade é sempre originada da lei, resultando de expresso e iluminado juízo de valor, em determinada época.
De modo geral, no direito de nossos dias todo indivíduo por um lado, tem a qualidade de sujeito de direito em decurso da dignidade da pessoa humana, o que não acontecia nas civilizações escravagistas, e de outro lado, a certos agrupamentos humanos se compara personalidades jurídicas.A personalidade jurídica resulta geralmente de preceito de lei, que compara a uma entidade ou a um agrupamento de entidades, aquele “status”, que no caso é um credenciamento de estrema necessidade para a entrada no universo jurídico. Através do processo de aperfeiçoamento, no universo jurídico, um ser humano ou um agrupamento de coisas, é trabalhado e aperfeiçoado, absorvendo personalidade.
Personalidade, é assim, a qualidade jurídico – cultural, resultante de um juízo de valor, que entrega aos homens e ás coisas capacidade ou crédito suficiente e preciso para atuar no universo jurídico em época determinada.

. Larissa Amorim .

“Corporação na Àrea Jurídica”

Corporação, em nosso idioma significa, coletividade sujeita a uma mesma regra (Ântonio de Olinto, dicionário); e natureza corpórea (Antenor Nascentes, dicionário etimológico, sub corpus, corporis, palavra neutra que tem o sentido de corpo, pessoa, todo; conjunto, estrutura, arcabouço, anatomia.

O nome corporação proporciona a idéia de agrupamento estruturado, da união de partes semelhantes ou diferentes, interligada sob um único critério. Em sítese a corporação, é uma unidade globão, constituída de parte, diversas ou membros (os corporados).
A vontade ou direção, em particular, fica sob o domínio do conjunto, que é a síntese, não a adição das partes.
Quando se torna membro, o indivíduo renuncia os seus fins individuais para seguir num caminho no sentido da corporação, que encaminha esforços para um desideratum comum, razão final da realidade da entidade.
Num sentido mais concretizado, corporação é um corpus; um elemento uniforme e unitário, formado de diversos membros, quando considerados de per si, mas que renunciam, em prol do conjunto, propensões individuais específicas que proventura tenham.
A raridade associativa, na área do direito, é uma aparência do fenômeno universal da solidariedade entre os homens e a inclinação à união e à igual integração.
Os fins humanos, salvo raras e questionadas exceções, são todos acossados por meio de ajuntamento e organizações sociais que faz-se possível, por um lado, a união dos esforços e a divisão das competências de acordo as diversas atitudes, por outro lado, o banimento da luta entre os particulares e a defesa comum contra as forças externas.
A mais perfeita e complexa, entre tais organizações é o Estado, aquele que remedia para a consecução do maior número de fins sociais e que dedicando-se do máximo poder e dos mais extensos meios morais e materiais, pode prover a tais fins de modo mais eficaz. Além do Estado, lato sensu, existem outros agrupamentos; uns territoriais, unidades menores dentro do Estado; outros institucionais ou não-territoriais.
Destarte, agrupamentos, “de bens materiais” ou “humanos”, passam a dar origem à pessoas jurídicas, fazendo parte nos vários sistemas jurídicos e aponderando nomes diversos.
Os nomes típicos, são tomados nas consideradas unidades de agrupamentos humanos territoriais menores, conforme o país que se considere (provícias, regiões, comunas, departamentos e municípios).
Os nomes igualmente diferentes, sõa tomados pelas entidades consideradas agrupamentos humanos não-territoriais. No Brasil, na Itália e Portugal, são as autarquias administrativas ou autarquias institucionais que se opõem às autarquias geográficas ou territoriais; já na França são os estabelecimentos públicos.

. Larissa Amorim .

“Prostituição Infantil”

O artigo 227, parágrafo 4°, da Constituição Federal, afirma que a lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual de criança e adolescente, embora ainda não exista uma lei regulamentando esse dispositivo que possa realmente “punir severamente” a exploração sexual.

A violência sexual se expressa por meio de exploração e/ ou abuso sexual.
Abuso sexual é a utilização de crianças e adolescentes, geralmente por alguém próximo, que aproveita da relação de poder e confiança sobre meninos e meninas para obter favores sexuais. Pode ocorrer com violência ou sem violência física, mas a violência psicológica está sempre presente.
Exploração sexual infanto-juvenil é a utilização sexual de crianças e adolescentes com fins comerciais e de lucro. Isso acontece quando meninos e meninas são induzidos a manter relações sexuais com adultos ou adolescentes mais velhos, quando são usados para a produção de materiais pornográficos (revistas, fotos, filmes, vídeos, sites na internet, etc) e para o tráfico, isto é, levados para outras cidades, estados ou países, com propósitos sexuais.
Crianças e adolescentes não se prostituem, são explorados sexualmente. A prostituiçao é exercida por pessoas adultas. Sua prática implica um certo grau de conhecimento, autonomia e capacidade de decisão ainda que pressionada por fatores sócio-economicos. A exploração sexual de crianças e adolescente ocorre num contexto que alia exclusão social, dominação da mulher pelo homem, preconceito racial, opressão de idade e vínculos de parentesco e/ ou responsabilidade.
Crianças não se prostituem; crianças são prostituídas pela sociedade, pela pobreza dos seus pais, pela herança de violência doméstica, pela impunidade que campeia na legislação penal e nos tribunais Brasileiros. È cada vez menor a idade das crianças exploradas, entre sete e dez anos.
A exploração sexual de crianças e adolescentes é uma das piores formas de violação de direitos humanos.
Muita gente considera grave o problema, mas por outro lado acha que é inevitável. Entra agora, a questão cultural, as relações culturais. Ricos e pobres; negros e brancos. Essa questão cultural é a mais difícil de ser vencida.
Jovens que sofrem com a fome, a miséria, a violência e o abuso sexual estarão a centenas de quilômetros de casa. E em breve, esses meninos e meninas estarão se prostituindo por um prato de comida ou um saco de biscoito.
Um exemplo incontestável, de ajuda, tem sido o da Petrobrás que vem investindo seriamente em diversas ações para eliminar o problema da prostituição infanto-juvenil no Brasil. Uma das fundações acolhidas pela impresa é o Fundo da Infância e da Adolescência.
Se o Brasil fizesse uma corrente para cessar esse problema social, gradativamente não precisaríamos nos preocupar com tanta violência.
Se nossos governantes olhassem um pouco para essa causa, talvez o nosso Brasil deixaria de prostituir-se, e pusesse viver livre sem medo de vencer.
. Larissa Amorim .

” Desigualdade! Realidade Nacional”

As Constituições só tem reconhecido a igualdade no seu sentido jurídico-formal : igualdade perante a lei. A Constituição de 1988 abre o capítulo dos direitos individuais com o princípio de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (art.5°,caput). Intensifica o princípio com muitas outras normas sobre igualdade ou buscando a igualização dos desiguais pela concessão de direitos sociais substanciais.
O conceito de igualdade provoca posições distintas. Existem aqueles que estimulam que a desigualdade é a característica do universo. Desse modo, os seres humanos, contrariando a afirmação do art.1° da Declaração dos Direitos dos Homem e do Cidadão de 1789, nascem e persistem desiguais. Nesse caso, a igualdade não passaria de um simples nome, sem sentido concreto no mundo real,pelos partidários dessa corrente, denominados nominalistas.
Com uma visão oposta a dos nominalistas, encontram-se os idealistas que postulam um igualitarismo absoluto entre as pessoas; afirmam uma igual liberdade.
Uma liberdade de direito de escolhas, independente se o indivíduo seja rico ou pobre, forte ou fraco, sem distinção de raça, crença, orientação sexual,e etc; perante a lei somos todos iguais sem distinção de qualquer natureza.
Nos deparamos com variados tipos de desigualdade em nosso cotidiano, para ressaltar a distinção de origem, cor e raça. Há um texto constitucional que proíbe preconceito de origem, cor e raça, e condena discriminações com base nesses fatores, consubstancia, antes de tudo, um repúdio a barbárie de modo nazista que vitimara milhares de pessoas, e consagra a condenaçâo do apartheid, por parte de um povo mestiço, com razoável contingente de negros. O repúdio ao racismo nas relações internacionais foi, também, expressamente estabelecido (art.4°, VIII).
No mesmo, se encontra também o reconhecimento de que o preconceito de origem, raça e cor especialmente contra os negros não está ausente nas relações socias brasileiras. Não raro, ou disfarçadamente, pessoas negras sofrem discriminação até mesmo nas relações com entidades públicas.
Sobre crime de preconceito de raça, não pode ficar sem punição, esses atos negativos, que ofendam a outrem, porque a acusação se prende aos preconceitos de raça.
A Constituição é mais abrangente do que as anteriores; veda preconceito e discriminação com base na origem, raça e cor.
Aplica-se raça que não é um termo claro, porque com a miscigenação, vai perdendo sentido. O racismo indica teorias e comportamentos destinados a realizar e justificar a hegemonia de uma raça. O preconceito e discriminação são consequências da teoria. A cor só não era substância bastante, porque dirigida à cor negra.
Nem raça nem cor, estendem-se certas maneiras de discriminação de nordestinos e de pessoas de origem social humilde.
Independente de qualquer coisa todos nós temos direitos e contraímos obrigações. Pois, como diz Cármen Lúcia Antunes Rocha:

” Igualdade constitucional é mais que uma expressão de direito; é um modo justo de se viver em sociedade. Por isso é princípio posto como pilar de sustentação e estrela de direção interpretativa das nosmas jurídicas que compõem o sistema jurídico fundamental”.

. Larissa Amorim .

“A Tripartição dos Poderes na visão de Montesquieu”

A Teoria da Tripartição dos Poderes foi “importada” pelos fundadores da República Norte-americana em meados do século XVIII d. C. e foi nos E.U.A. que ela adquiriu a sua feição constitucional contemporânea, a qual, certamente, causaria inúmeras perplexidades no magistrado de Bordéus.

No Espírito das Leis Montesquieu se preocupa, essencialmente, em explicar e distinguir, através de uma lógica inteligível, a gênese e o desenvolvimento dos sistemas legais, in abstracto, através das múltiplas diversidades desses sistemas legais e das distintas formas de governo, conforme a época e o lugar, a partir das condições históricas, geográficas, psicológicas, etc.

Fazendo uma leitura atenta de sua magnum opus, percebemos que Montesquieu foi um dos precursores do método comparativo-indutivo atualmente empregado tanto pela Ciência Política quanto pela História Política.

O Espírito das Leis inicia-se com uma teoria geral das leis, a qual constitui a base da filosofia política de Montesquieu. Proseguindo, “Montesquieu, com o intuito de fazer uma obra de ciência positiva, remodela as classificações tradicionais dos regimes políticos. Distingue três espécies de governo: republicano, monárquico e despótico. Em cada tipo de regime, que observa aqui ou ali pelo mundo, ele estuda sucessivamente a natureza, ou seja, as estruturas constitutivas que nele se podem notar, e o princípio, ou seja, o mecanismo do seu funcionamento.” Por fim, procura analisar os meios e fatores que, numa perspectiva jurídica-normativista e política, eventualmente conduzem ao “bom governo”.

A Teoria da Tripartição dos Poderes do Estado não é criação de Montesquieu. John Locke, filósofo liberal inglês, cerca de um século antes de Montesquieu já tinha formulado, ainda que implicitamente, a teoria em questão. Entretanto, cabe a Montesquieu o inegável mérito de apresentá-la num quadro mais amplo.

A teoria ora em comento “… foi inspirada pelo sistema político constitucional, conhecido em sua viagem à Inglaterra, em 1729. Ali encontrou um regime cujo objetivo principal era a liberdade.”

Ressalte-se que Montesquieu não foi um liberal na acepção moderna do termo, ainda que sua Teoria de Separação dos Poderes tenha servido como um dos alicerces para a construção do Estado Democrático Liberal. Realmente, Montesquieu crê na utilidade social e moral dos corpos intermédios [da Sociedade] (sic), designadamente os parlamentos e a nobreza.

Nesta linha de raciocínio, os professores José Américo M. Pessanha e Bolivar Lamounier prelecionam que Montesquieu “… opta claramente pelos interesses da nobreza, quando põe a aristocracia a salvo tanto do rei quanto da burguesia. Do rei, quando a teoria da separação dos poderes impede o Executivo de penetrar nas funções judiciárias; dos burgueses quando estabelece que os nobres não podem ser julgados por magistrados populares. (…)

(…) Por outro lado, como autêntico aristocrata, desagrada-lhe a idéia de o povo todo possuir poder. Por isso estabeleceu a necessidade de uma Câmara Alta no Legislativo, composta por nobres. A nobreza, além de contrabalançar o poder da burguesia [estamento social em rápida ascensão social e econômica na França dos séculos XVII e XVIII], era vista por ele como capacitada, por sua superioridade natural, a ensinar ao povo que as grandezas são respeitáveis e que monarquia moderada é o melhor regime político.”

Em suma, Montesquieu, jurista oriundo da nobreza togada do Ancient Régime, reconhece que, independentemente da espécie de governo ou regime político de um dado país, a ordem social é, em si, heterogênea e sujeita a desigualdades sociais as mais diversas. Se, por um lado, ele aceita, ainda que de forma implícita, uma estrutura política e social pluralista, também é verdade que Montesquieu entende que o povo é de todo incapaz de discernir sobre os reais problemas políticos da Nação e, portanto, não deve e nem pode ser o titular da soberania.

Dentro dessa ordem, o objetivo último da ordem política, para Montesquieu, é assegurar a moderação do poder mediante a “cooperação harmônica” entre os Poderes do Estado funcionalmente constituídos (legislativo, executivo e judiciário) com o escopo de assegurar uma eficácia mínima de governo, bem como conferir uma legitimidade e racionalidade administrativa à tais poderes estatais, eficácia e legitimidade essas que devem e podem resultar num equilíbrio dos poderes sociais.

Os interlocutores de Montesquieu no Espírito das Leis são a Monarquia Absolutista de um lado e a sociedade estamental da França do século XVIII d. C. de outro, sociedade essa que, ao longo da vida de Montesquieu, já apresentava sérias cisões políticas e sociais ao ponto de desembocar, cerca de uma geração após a morte de Montesquieu, na Revolução Francesa (1789-1799).

“Desse ponto de vista, Montesquieu é um representante da aristocracia, o qual luta contra o poder monárquico, em nome de sua classe [a nobreza togada], que é uma classe condenada. Vítima do ardil da história, ele se levanta contra o rei, pretendendo agir em favor da nobreza, mas sua polêmica só favorecerá de fato a causa do povo. (…)

(…) A concepção de equilíbrio social, exposta em L’Espirit des lois está associada a uma sociedade aristocrática; e no debate da sua época sobre a Constituição da monarquia francesa, Montesquieu pertence ao partido aristocrático e não ao do rei ou ao do povo.”

A Teoria da Tripartição dos Poderes explicitada por Montesquieu adquire um cunho nitidamente conservador, segundo os nossos padrões políticos e sociais atuais, mais foi uma teoria nitidamente liberal frente à Sociedade e ao Estado da sua época. A sua adoção por Montesquieu, em consonância com a sua opção clara por um regime aristocrático, visava a realização não de um regime democrático politicamente pluralista mais garantir uma dinâmica governamental mais perfeita cuja principal finalidade é garantir o bom procedimento, leia-se o funcionamento racionalmente ordenado mediante normas jurídicas “justas”, do próprio Estado.

. Larissa Amorim .

” Eutanásia; inviolabilidade e irrenunciabilidade “.

Tema bastante complexo, a eutanásia muito vem sido discutida ao longo dos tempos, são diversas opiniões sobre o assunto, que se torna cada vez mais polêmico e instigante de ser tratado com delicadesa de pensamento.
A etimologia da palavra eutanásia encontra sua origem no grego eu (bom), e thanatos (morte), cujo significado remete á idéia de boa morte, morte calma, doce, sem sofrimentos, tranquila. Juridicamente, entende-se como o direito de matar, ou o direito de morrer, provocada para término de agonia, medida de seleção ou eugenia.
Em algumas legislações ela é admitida, mas no Brasil á idéia de eutanásia constitui homicídio ou, mais profudamente, crime eutanásico, que não é aprovado em nosso ordenamento jurídico. Contudo, o nosso Código Penal não faz nenhuma alusão a ela, e a presença ou não do crime é atestado apenas de acordo a conduta praticada, que pode se enquadrar na previsão de homicídio, auxílio ao suicídio ou configurar apenas como figura atípica. O que se chama eutanásia é considerado crime, mas não aparece na Lei por motivos de incompatibilidade constitucional, posto que o artigo 5° da Constituição Federal defende a vida como direito essencial do indivíduo, ou seja, qualquer outra forma de disposição da vida, sendo contraria a ela, é ilegal.
O direito á vida é inviolável, ninguém poderá ser privado arbitrariamente de sua vida sobe pena de responsabilização criminal. Haja vista que o atual Código Penal estar para ser reformado, o seu anteprojeto apresenta um caso de exclusão de ilicitude para o médico que pratica a eutanásia:

Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos, a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cônjuge, companheiro ou irmão.

A eutanásia prevista no anteprojeto, não consiste na retirada da vida do paciente pelo médico, nem em qualquer conduta do médico, mas na denominada ortotanásia, isto é, na omissão do prolongamento artificial e desnecessário de uma existência inviável. Ficando proibida a prática da morte piedosa, mesmo que solicitada pelo paciente, se este não apresentar morte iminente e inevitável. Então o médico ficará livre para deixar de prolongar, por meios artificiais, uma vida que se mostra irrecuperável, intervindo de maneira piedosa para com o seu paciente.

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (…)

O direito á vida é contemplado na Constituição Federal, no título Dos Direitos e Garantias Fundamentais, sendo consagrado como o mais fundamental dos direitos. É regido pelos princípios Constitucionais da inviolabilidade e irrenunciabilidade, ou seja, o direito à vida, não pode ser desrespeitado, sob pena de responsabilização criminal, nem tampouco pode o indivíduo renunciar esse direito e desejar sua morte. Constitucionalmente o homem tem direito à vida e não sobre a vida. Cabe ao Estado assegurar o direito à vida, e este não consiste apenas em manter-se vivo, mas se ter vida digna quanto à subsistência. O Estado deverá garantir esse direito a um nível adequado com a condição humana respeitando os princípios fundamentais da cidadania, dignidade da pessoa humana e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O Estado garante o direito à vida, dessa forma proíbe a morte provocada, como a eutanásia. Entretanto, a eutanásia da qual se trata o anteprojeto não deveria ser tratado como ameaça ao direito á vida, uma vez que só será aplicada nos indivíduos que apresentem morte iminente e inevitável, ou seja, quando o indivíduo estiver sobrevivendo através de aparelhos, a chamada vida vegetativa. Como poderia o direito à vida estar ameaçado pela eutanásia, quando o indivíduo não goza do direito à vida em sua plenitude, nem se quer se pode mais alegar que ele apresente vida digna, pois está privado de sua liberdade e do exercício de muitos de seus direitos, não pode usufruir de um nível de vida adequado, e não são autônomas nem mesmo as suas funções vitais. Constitucionalmente falando de vida, o indivíduo nessa situação não apresenta mais vida, involuntariamente á sua “vida” já foi tirada.
Nesse caso, o indivíduo não é mais ápto para exercer nenhum de seus direitos por conta própria, nem mesmo pode desfrutar do direito á vida em contexto geral, pois este consiste em vida digna quanto á subsistência. Assim sendo, esse indivíduo já teve parte de seu direito á vida violado, pois como pode-se falar de vida digna para o indivíduo que não pode exercer seus direitos de cidadão e não possui liberdade real.
Pode-se falar em violação do direito á vida á eutanásia aplicada a indivíduos que se encontram nessa situação?
Será que a eutanásia nesses casos não estaria ajudando o indivíduo a sentir-se livre e digno, podendo opitar pela não continuidade de sua existência e sobrevivência? Pois não seria tirada sua vida, uma vez que não existe vida em sua plenitude.
Mas, por outro lado, será que o indivíduo não gostaria de continuar tentando sobreviver mesmo no estado em que se encontra,sabendo ele que não haveria mais vida para o mesmo no contexto geral de plenitude? Pois também, ele tem o direito á vida, que é o mais fundamental dos direitos, uma vez que ele faz derivar todos os demais direitos.

Eutanásia… uma questão para se refletir.

. Larissa Amorim .

*

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía.


Luís Vaz de Camões